terça-feira, 29 de dezembro de 2015

my favourite faded fantasy

É estranho ainda. Digo que estou feliz mas não sei se estou mesmo, não é a mesma felicidade que eu sentia quando tudo estava bem. Tudo o que venho sentindo é medo, insegurança ou qualquer coisa assim. Um medo enorme de acordar e tudo voltar como antes, aquela dor, desespero e desorientação dos primeiros dias. E ontem, percebi o quanto ainda estamos distantes de nós, o quanto ainda há essa barreira limitando os nossos sentimentos. O quanto ainda preciso caminhar para chegar aonde eu já cheguei? O quanto ainda tenho que esperar, ter paciência para que você se entregue novamente pra mim? 
Acordei triste hoje e não quero que você saiba, acordei triste e tudo o que eu queria era um abraço seu, um bom dia, uma palavra boa mas eu não quero que você saiba. 
Eu não quero que você saiba o quanto eu tenho me sentido sozinha mesmo estando esses dias ao teu lado. O quanto é triste estar ao teu lado e não te sentir totalmente ali. O quanto eu fui dormir me sentindo sozinha e acordei me sentindo pior ainda...
Eu não quero que ninguém saiba o quanto está sendo difícil isso. 

domingo, 13 de dezembro de 2015

divisor de águas

Acho que foi um pequeno divisor de águas na situação toda. Meu coração passou por diversos sentimentos hoje que eu nem faço ideia de como ainda estou aqui forte e firme pra escrever. Era algo importante, sabe? Não ia fazer diferença na minha segurança na hora da prova ou se ia mudar alguma coisa na minha nota, não, não ia. Mas era o fato de desejar, se importar, de estar ali, de estar presente, de demonstrar que se lembrou e sabe o que eu senti quando desliguei meu celular pra entrar na sala? Que tem sido tudo em vão. Me senti insegura, não em relação a prova mas sim em relação a nós. Me peguei o dia inteiro pensando "será que eu tô certa?" e 90% das vezes a resposta foi não. Me senti um zero a esquerda, um simples fantoche nessa tua nova fase, um simples apetrecho chamado ex namorada, um porto ou pior, um estepe pra que quando as coisas apertarem, é olhar em volta e me enxergar. Eu não pude e nem vou te cobrar o que deveria ter sido o mínimo da consideração pelo nosso relacionamento, pela nossa amizade e pelo nosso amor. Tive a sensação bizarra que uma festa foi mais importante do que por um lembrete, ou até antes de ir dormir me desejar uma boa prova porque você sabia o quanto isso era importante. Mas o que eu posso fazer? Nada. Eu só finjo que tá tudo bem, escuto uma música triste, fico chateada e fico repetindo diversas vezes pra mim que tá tudo bem, que vai passar, que eu sou muito melhor do que isso que venho sendo.
Só às vezes dói na alma o quanto a gente e esforça pra que algo dê certo e nada é retribuído.
Sei lá, precisava escrever isso. Me sentir aliviada, depositar essa chateação, ou seria raiva? em algum lugar porque eu não posso mais e nem quero te cobrar algo que deveria ser tão claro.
Eu não posso mais te cobrar que você preste atenção em mim, que me ponha em primeiro lugar ou que esteja aqui pra mim.
Porque eu tô sozinha, eu tenho que me por em primeiro lugar e eu tenho que prestar atenção em mim mesma.

sábado, 12 de dezembro de 2015

blue

Finais de semana tem sido os piores dias ultimamente. Sempre fica esse vazio no meio da minha rotina, essa sensação de "tem algo faltando mas não há nada a fazer", esse sentimento de solidão maçante. Claro que tenho tentado arrumar um jeitinho aqui, outro ali, mas nunca é a mesma coisa, né? Não vou falar de como eram meus dias, acho que já tem sido tudo muito doloroso sem ficar relembrando certas coisas e momentos. 
Só tenho tido essa dificuldade absurda de preencher minha rotina, de acostumar com essa vida de solteira, esse vazio que eu não sentia há 2 anos. E o pior de tudo, quando me lembro dessa época só me vem um certo desespero porque eu sei o quanto me sentia sozinha, o quanto eu lutava pra me recompor a cada porrada da vida. E ultimamente só tem sido isso, porrada atrás de porrada. O problema é que eu não sei lidar mais com isso, me esqueci, achei que não precisaria mais, 
Tô me sentindo tão patética, tão pequena diante tudo isso.