quarta-feira, 25 de novembro de 2015

domingo, 22 de novembro de 2015

Escrever sempre foi um conforto pros meus sentimentos conturbados. Hoje quando me sento para escrever, sinto que todas as palabras que conheço saem fugindo, morrendo de medo de serem concretizadas e provarem o poder de sua veracidade em relação a minha situação. Eu também tenho medo de usá-las, medo de enxergar - enfim - que estou num beco sem saída. Só quero do fundo do coração, um consolo, um abraço querido e o sentimento de que não estou sozinha.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Me perdi ao te perder

Estava com medo de ter que um dia voltar pra esse recanto. Disse uma vez aqui, que quando a vida apertasse eu voltaria... Pois bem, apertou, estraçalhou e arrancou alguns pedaços saudáveis desse coração. Ainda não consigo encontrar palavras que possam expressar o que venho sentindo nos últimos dias, um misto de fraqueza, dor, insegurança, medo e amor. Tudo se juntou e virou essa mistura estranha, dolorosa que tem se grudado na pele do meu corpo de uma forma que eu não consiga esquecer em nenhum momento do que aconteceu - que está acontecendo. Minha vida virou de cabeça pra baixo, do avesso, o mundo caiu na minha cabeça e abriu um buraco do tamanho da camada de ozônio no meio do peito indo até o estômago. Acho, sinceramente, que tudo o que posso fazer pra lidar com isso é me deixar sentir. Estar de luto pelo nosso relacionamento, pelo o que nós vivemos, pelo o que nós sentimos. Dá uma sensação de perda, de solidão e de descrença na vida, é tão horrível como algo concreto e seguro simplesmente se afrouxou e virou algo incerto e assim, triste. Me sinto culpada por estar me sentindo culpada! Ate que ponto isso chegou? Até que ponto iremos deixar chegar por conta do seu orgulho, da sua cabeça dura e da tua teimosia desenfreada? Até quando isso vai deixar o nosso amor ir aos poucos se desvincilhando, se perdendo nesse mundo louco de tristeza e violência, se transformando em mais um sentimento perdido por conta da modernidade? Enquanto escrevo essa palavras, escuto uma música e se encaixa perfeitamente nesse momento "quão frágil é nossa ligação?" e é isso que tá martelando e quebrando e cortando e mexendo com todos meus ossos, pedaços de carne, pedaços desse corpo que te pertenceu até semana passada. Tudo, todas as juras de amor, todos os desejos, segredos e sorrisos foram quebrados, jogados fora, guardados numa caixa? 
Já perdi a linha de raciocínio, já me perdi nas palavras e sentimentos intensos que estão dentro de mim, Perdi o fio da meada, perdi o ônibus e perdi a parada que eu devia descer, perdi as tardes ao teu lado, perdi teu gosto e teu cheiro, perdi tua mão dentro de mim, perdi tudo o que me liga a ti e eu não quero me perder mais, Meu coração está perdido a tua procura, farejando aonde é que você se escondeu, onde tem estado e o que tem feito, meu corpo está a tua procura, me toco na esperança de que seja você mas não é, não é. 
Me perdi ao escrever isso e não me resolvi, não me senti bem e não me achei. 
Onde eu estou? Onde você está? Onde nós estamos?