domingo, 26 de fevereiro de 2012

Cena


Arranca metade do meu corpo, do meu coração, dos meus sonhos.
Tira um pedaço de mim, qualquer coisa que me desfaça.
Me recria, porque eu não suporto mais pertencer a tudo, mas não caber em lugar algum.

José Saramago

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Untitled

Fazia algum tempo que eu não parava para pensar e escrever. Na verdade, para escrever. Como eu queria ter um botãozinho para diminuir a frequência dos meus pensamentos, ou melhor, para parar de uma vez. Sabe quando tudo o que você pensa começa a fazer mal? Tudo, exatamente tudo se transforma numa espécie de filme e aí começa aquela sessão que (em minha opinião) ninguém quer assistir. E é o que tem me acontecido, desde final de Janeiro tem me ocorrido várias sessões dessa durante meus dias, e olha que eu tenho tentado o máximo parar evitar. Tenho estudado e exagerado na leitura, tenho assistido a filmes em que o máximo de sentimentalismo que aparece é se o assassino recua ao tentar matar a pessoa. 
E esse é o meu problema: ser sentimental demais. Dou meu máximo para que eu não me magoe mas aí vem alguém e me magoa. E sabe o que dá raiva? É que só quem sai perdendo sou eu...
Muita dificuldade para dormir, muita dificuldade para aceitar, muita dificuldade para acreditar que todos são iguais, muita dificuldade para aceitar que sinto falta. Uma hora meus pensamentos vão me deixar louca.