domingo, 2 de dezembro de 2012

White blank page

But tell me now where was my fault, in loving you with my whole heart?
You desired my attention but denied my affections...

domingo, 18 de novembro de 2012

I hate this feeling

Like i'm here, but i'm not
Like someone cares,
but they don't
Like i belong somewhere else,
anywhere but here

sábado, 20 de outubro de 2012

A medida do abismo

Não é o grito 
A medida do abismo? 
Por isso eu grito 
Sempre que cismo 
Sobre tua vida 
Tão louca e errada... 
- Que grito inútil! 
- Que imenso nada!



Vinícius de Moraes

terça-feira, 16 de outubro de 2012

I'm not very sad, but i'm not very happy either, it feels like i'm somewhere in the middle

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

terça-feira, 18 de setembro de 2012

"Eu continuo sem saber que maravilha a vida poderia me reservar se eu não me protegesse tanto. Eu continuo sem ter a menor ideia de como se ama ou se é amada. Eu continuo acordando sozinha pra caralho."

domingo, 26 de agosto de 2012

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Place de la republique


Et c'est la réalité qui m'attend
Je sais ton coeur est habité
Par une ou d'autre fille qui t'ont marquées
Moi je suis moins forte que les autres
Mais j'espère tant te manquer

tu me manques

domingo, 24 de junho de 2012

Vai passar

"Olhe, não fique assim não, vai passar. Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai aguentar, mas aguenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. Dor é assim mesmo, arde, depois passa. Que bom. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena. A gente acha que não vai aguentar, mas aguenta: as dores da vida. Pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás. Você acha que não porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe. A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo – é difícil de acreditar, eu sei – vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou. Agora não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é bobagem. “É melhor viver do que ser feliz”. Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, doi demaais. Mas passa. Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que estou falando a verdade. Eu não minto. Vai passar."
Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Desequilíbrio

E se eu contar do que não houve? 
Daquilo que almejei mas não se concretizou
Daquilo que cultivei mas não colhi
Daquilo que pensei mas não falei
Daquilo que senti mas não demonstrei
Ainda assim eu poderia dizer que sim
Ainda assim eu iria dizer

Não faltou tempo
Faltou paciência.

sábado, 2 de junho de 2012

Do resto ninguém precisava saber. Quando falo de resto refiro-me ao que deu errado, ficou para trás, decepcionou, machucou… Falo das portas fechadas na cara, das pisadas no peito, tiradas maldosas de ar, ilusões da vida para nos dar uma rasteira. Falo daquilo que ninguém quer, mas que a gente faz o de sempre: passa por cima - ou finge que passa. E saí pela rua com a cara deslavada de quem é feliz. Ninguém, ninguém mesmo precisa saber do nosso esforço para tentar ser qualquer coisa além do que não deu certo.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Blood bank

Nós temos nos limitado tanto. Nós nunca nos colocamos no lugar de alguém, é tão difícil querer compreender o que a pessoa sente. Por que ela agiu daquela forma? O que ela está sentindo? O que ela sente em relação a mim? Normalmente, nunca ninguém se põe no lugar do outro porque já estar no seu lugar é muito difícil de lidar. Mas eu consigo, sabe? Toda vez que alguém me magoa, eu me ponho no lugar dela e acabo compreendendo o porquê que ela fez isso. E eu sei que isso é errado às vezes porque acabo perdoando as pessoas sempre mas é mais fácil de viver, sabe? Todo mundo tem seus problemas, suas paranoias, suas dificuldades e o que eu mais tento fazer é isso, compreender.
A única coisa que eu queria é que as pessoas fizessem o mesmo por mim. Se pôr no meu lugar toda vez que eu fizesse algo que não correspondesse às expectativas, tentar compreender porque eu sempre faço tudo errado mesmo quando quero acertar, tentar compreender porque tudo tem sido tão difícil de lidar mas mesmo assim não tenho desistido. Porque eu faço isso o tempo todo e está começando a ficar cansativo fazer e não ter retorno.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Lost for words


Can you see your days blighted by darkness? Is it true you beat your fists on the floor? Stuck in a world of isolation while ivy grows over the door. So I open my door to my enemies and I ask could we wipe the slate clean but they tell me to please go fuck myself, you know you just can't win...

To martyr yourself to caution
is not going to help at all

quinta-feira, 8 de março de 2012

Olha só, moreno

E eu me pergunto o que é que eu fiz.
Vai ver eu não fiz mesmo nada,
Eu penso tanto em desistir,
Mas afinal, não ganhei nada.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Cena


Arranca metade do meu corpo, do meu coração, dos meus sonhos.
Tira um pedaço de mim, qualquer coisa que me desfaça.
Me recria, porque eu não suporto mais pertencer a tudo, mas não caber em lugar algum.

José Saramago

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Untitled

Fazia algum tempo que eu não parava para pensar e escrever. Na verdade, para escrever. Como eu queria ter um botãozinho para diminuir a frequência dos meus pensamentos, ou melhor, para parar de uma vez. Sabe quando tudo o que você pensa começa a fazer mal? Tudo, exatamente tudo se transforma numa espécie de filme e aí começa aquela sessão que (em minha opinião) ninguém quer assistir. E é o que tem me acontecido, desde final de Janeiro tem me ocorrido várias sessões dessa durante meus dias, e olha que eu tenho tentado o máximo parar evitar. Tenho estudado e exagerado na leitura, tenho assistido a filmes em que o máximo de sentimentalismo que aparece é se o assassino recua ao tentar matar a pessoa. 
E esse é o meu problema: ser sentimental demais. Dou meu máximo para que eu não me magoe mas aí vem alguém e me magoa. E sabe o que dá raiva? É que só quem sai perdendo sou eu...
Muita dificuldade para dormir, muita dificuldade para aceitar, muita dificuldade para acreditar que todos são iguais, muita dificuldade para aceitar que sinto falta. Uma hora meus pensamentos vão me deixar louca.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Outra canção tristonha

"Vou dar férias pro meu coração
Confesso que fiquei magoado, eu fiquei zangado,
Mas agora passou, esqueci
Eu não vou te mandar pro inferno porque eu não quero
E porque fica muito longe daqui..."






A mesma história de sempre...