sexta-feira, 30 de setembro de 2011

(Re)viver, (re)começar, (re)amar.

Eu sei, eu sei que todo recomeço é meio difícil mesmo. Ter que pegar aquele futuro planejado, abrir a cesta de lixo e jogar ali dentro toda uma (meia) vida planejada. E depois de jogar fora, pegar uma folha em branco, alguns pincéis e voilà! Mas é nessa hora que as coisas ficam difíceis, não é? É mais difícil ter que forçar pintar outro futuro, um futuro que você não sabe como ou com quem vai vivê-lo, apenas sabe que vai alguma coisa. Nunca sai como queremos porque estamos nos forçando a pintar naquele papel em branco uma coisa que não queríamos para nós. Ninguém quer jogar fora planos, sentimentos, um futuro fora. Ninguém. E fica meio difícil lembrar em como nós pintamos aquele antigo futuro, como é que aconteceu? Porque ele foi pintado naturalmente, com o decorrer do curto tempoespaço e agora esse não, a vida tá me obrigando a pintar. Eu tô aqui há alguns dias com esse papel em branco e a única coisa que consegui fazer foi um borrão escuro, meio incerto... E eu tenho tentando olhar o papel de outras pessoas, pra sei lá, tentar ter alguma ideia. Pensei em até pedir para que eu pudesse juntar a minha folha com a de outra pessoa, mas sabe, é injusto isso...
Vai levar algum tempo até eu conseguir pintar um futuro bonito, até isso acontecer vou ficar aqui me sujando de tinta, tentando espiar o futuro dos outros... É, todo recomeço é difícil.

Um comentário: