domingo, 7 de agosto de 2011

E a saudade?

Ontem eu tinha me decidido que iria pagar a conta da saudade. Mas não é tão fácil, sabe? Para eu pagar, tem de haver um consentimento de tua parte também. E eu não sei se você quer pagar a sua conta, na verdade, você ainda tem a sua? Porque a minha é gigante. Daquelas que você olha e fala "como eu deixei chegar a esse ponto!?". Bem assim mesmo. Eu perguntei hoje se essa conta da saudade tem validade mas não obtive uma resposta. Será que tem? Eu espero que não porque não quero pagá-la se eu não tiver a certeza de que mês que vem não virá outra. Eu não quero mais contas para pagar. Eu lembro que trabalhei duro para que eu pudesse deixar tudo em dia, eu trabalhei para nos deixar felizes. E agora eu trabalho pra acertar as contas com a saudade. E ela não é que nem a felicidade, com ela não se combina nada. A saudade é maldosa.
Essa semana, sem falta, pretendo combinar com a saudade. Mas antes de tudo, preciso combinar com você. Essa saudade é conjunta, imagino; logo, se formos pagar nossas contas, temos que fazer isso juntos. Mas tudo bem se não quiser pagar. Eu talvez possa também não pagar.
Mas vamos ter que acertar as contas com saudade. Um dia vamos.

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