sexta-feira, 29 de julho de 2011

À espera.

Deixo minha caixa de entrada aberta à espera do seu e-mail, deixo meu celular ligado à espera da sua mensagem, deixo o meu messenger aberto à espera de um "olá" seu, fico ao lado do telefone à espera da sua ligação. Eu fico esperando como aquelas pessoas que chegam três horas antes no aeroporto para sua primeira viagem internacional. Eu fico esperando como aquelas pessoas que esperam por uma cura de alguma doença terminal. Eu fico esperando como aquelas pessoas no meio do deserto ficam esperando por chuva. Eu fico esperando como se você fosse voltar, me ligar e falar "eu não sei o que eu tinha na cabeça, céus, como pude ser tão cego e te deixar?". Eu tenho tentado ocupar a minha cabeça para não ficar esperando tanto porque esperar nos deixa perturbados. Escuto Radiohead e a primeira pessoa que me vem à cabeça é você, e sempre irá ser você. De fato, qualquer música que eu escutar nesse momento da minha vida eu irei prestar atenção e pensar que é sobre nós dois, ou melhor, sobre eu e você. Sabe o que é pior de tudo? É que eu espero sem sequer ter um sinal de que algo realmente irá chegar. Vai chegar, quero dizer, você vai chegar? Você vai soltar o mundo (mais uma vez) para segurar minha mão? Você vai chegar aqui e me pegar no colo e voltar a me mimar? Porque ando tão carente... Tão carente de ti. Tão carente do teu calor, da tua mão, da tua boca e do teu cheiro. Um dia você vai chegar? Porque eu tenho tanto medo que você demore (mais) e talvez eu estar aqui cansada e indisposta pra te dar todo esse amor. É por isso eu continuo aqui, sabe? Me rastejando de um lado para o outro tentando não me cansar. Esperando displicentemente, hesitando toda hora mas eu espero.
Deixo minha caixa de entrada aberta à espera do seu e-mail, deixo meu celular ligado à espera da sua mensagem, deixo o meu messenger ligado à espera de um "olá" seu, fico ao lado do telefone à espera da sua ligação. Fico a tua espera. Vê se aparece, por favor, logo.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Não se acaba.

Hoje, mais uma vez, me peguei escutando essas músicas aí que todos chamam de "fossa". Estava escutando "I Don't Love You" do My Chemical Romance. De certa forma, infelizmente, me identifiquei com essa maldita música. Digo maldita pelo simples fato de você ter feito o que ele menciona no refrão. Já escutou? Não? Bem, ele diz "Quando você partir você ainda voltará para dizer 'Eu não te amo como amava ontem'?". Percebeu alguma semelhança? Sim... Você fez isso. Você disse que não me amava mais. E me arrisco a dizer que não existe pior coisa, mais dolorosa do que ouvir isso de alguém que você ama, não, eu realmente acredito que não exista coisa pior para se ouvir. Nunca havia me passado na cabeça que alguém teria a coragem de falar isso pra mim, não porque eu sou uma pessoa amável e que supostamente devo ser amada por todos, não.. Nada disso, mas só pelo simples fato de que é amor, sabe? Nós não "desamamos" assim, de uma hora pra outra e porque é tão mas tão forte esse "não te amo mais". Durante anos e anos eu assisti a filmes em que isso era constante e eu me estremecia e murmurava "céus, ouvir isso deve ser a pior coisa do mundo." e de fato é. Infelizmente, uma pessoa tão linda e tão importante como você me disse isso e eu terei de levar para o resto da minha vida, sabe? "Ele disse isso, ele disse..."; às vezes nos meus devaneios durante a madrugada, penso que você poderia muito bem não ter falado nada, só "não, não dá mais." e eu poderia ter aceitado melhor, sabe? Não teria doído tanto, às vezes omitir algo é tão bom. Eu teria aceitado e não teria me dilacerado tanto. Eu me lembro exatamente do dia em que você me disse isso, e cara, eu faço o meu melhor para não lembrar porque dói (muito). Tem exatamente um mês e céus, um mês de muita força. Porque quando eu quero ter aquele autodesprezo, sabe, eu penso no que você falou e além do mais, não foi só o eu não te amo mais, mas o "tenta me esquecer" que, sinceramente, foi mais uma facada no coração. Como se fosse fácil, não é? Desde então, eu tenho tentado não te amar mais, eu não quero te amar mais; assim como fez. Mas não é fácil, eu sou muito intensa e tenho mania de amar com tudo, sabe? Amar de verdade. Amar cegamente. Virar uma refém do amor. De você. Mas tudo bem, você teve a coragem de se virar e falar que não me amava mais. Era só isso que eu queria lhe dizer, você teve essa coragem. Que de fato, não é coragem e sim covardia. Porque apenas covardes dizem isso pois querem ver a pessoa sofrer ao ouvir isso, e eu tento te entender e acabo entendendo, eu também fui covarde contigo, muito por sinal e até é justo você querer fazer isso. Mas você foi covarde ao dizer que não me ama mais porque não é assim que se resolvem as coisas, não é assim. Você não pode dizer isso para uma pessoa. E eu espero, muito mesmo, que nunca ninguém lhe diga isso pois é a pior sensação do mundo, é uma sensação de perda e impotência imensurável, espero que a pessoa apenas lhe diga que não dá mais e omita a verdade, de que não lhe ama mais.
Quando não existe isso de não amar mais, pois amor não se acaba assim. Não, não se acaba.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Eu me tornei tão patética. Tão vazia. Tão só. Tão autodestrutiva. Tão você.
E eu achei realmente que eu poderia lhe preencher, sei lá, pensei que poderíamos nos preencher outra vez. Nos preencher com nosso vazio. O nosso tão bonito vazio. Entretanto, você não quis. Por que eu fui acreditar que você era diferente de todos os outros? Ei, eu sei que fui realmente diferente dessa garota tão doce que você está se apaixonando. Sei que fui, do extremo bom ao extremo ruim. Porém, independentemente do que nos aconteceu, do que eu lhe fiz, achei realmente que você fosse maduro o suficiente de chegar em mim e me falar o que está acontecendo e não ficar me evitando ou fugindo como se eu fosse o caçador. Seria bem melhor, pois assim eu não iria criar histórias e mais histórias aqui na minha cabeça. Porque imagino que você saiba exatamente como eu sou com minhas suposições. Achei que você era diferente. Eu até lhe disse isso, se lembra? "Porque você é diferente. - Mas por que eu? - Porque eu te escolhi." Se lembra? Ou já ignorou como tem feito comigo nesses dois últimos dias?
Você é mesmo diferente? Eu sei que não tem que me provar na-da. Mas você era o meu ideal, aquele-que-seria-o-primeiro-da-minha-vida. Só que infelizmente, terei que me contentar com o você-está-só-sendo-mais-um-idiota-que-eu-achei-que-era-diferente.
Mas não dá. Você mesmo fazendo merda assim, eu continuo achando que vale a pena, que você é aquele. Aquele que eu sempre esperei, não sei o porquê de achar isso mas eu apenas sei.

domingo, 24 de julho de 2011

Poço do poço.

Percebi que eu gosto do poço. Dessa coisa úmida, cheia de lodo, escura, estreita, familiar... Hoje me disseram que eu gosto de me jogar no poço, mas será que é isso mesmo? Toda vez que eu escalo, me firo e tento chegar ao topo, mas quando eu chego, sinto que algo me empurra e outra vez eu caio, lentamente, me arranhando, me machucando e por fim, fico no chão, agonizando esses ferimentos que fiz ao tentar subir, esses ferimentos antigos, e essa dor por não conseguir sair do poço. Eu realmente estou no poço do poço do poço, sabe? Aquele tão fundo que sequer conseguimos enxergar uma fresta de luz. E céus, isso assusta tanto! Porque toda vez que você aparece, com essa tua luz pequena mas que faz um diferença tão grande na minha escuridão, aí você vem, me ilumina, me dá esperanças e essa luz dura pouco, tão pouco... Depois ela se apaga e eu fico desesperada procurando-a, e eu grito "ei, me mostre tua luz outra vez, a acenda, por favor, brilhe mais uma vez para mim!" mas aí você não me responde e eu acabo percebendo que você se foi. Se foi mesmo? Ou só está ali ao lado, sentado, confuso e pensando se me responde? Céus... Você não sabe como é ruim estar no poço. Apesar de gostar (eu realmente gosto?), aqui às vezes é assustador, sabe? Às vezes acho que não vou sair daqui, que não vou conseguir escalar sozinha. Mas se eu caí aqui sozinha, sairei sozinha... É assim que as coisas funcionam né? Se eu amo sozinha, desamarei sozinha (se é que isso existe). Se eu caí sozinha, me levantarei sozinha. Infelizmente talvez funcione assim. E eu tenho pensado muito nesse negócio de funcionar - aqui em baixo, tenho tempo de sobra pra pensar -, do meu jeito nunca funciona. Nunca funcionou, eu sou meio pro lado negativo, sabe? Sempre tenderei a fazer as coisas darem errado. Daí eu penso que seria melhor se tentássemos outra vez, poderia ser do teu jeito. Do teu jeito me parece o certo, acho que você sempre soube o que era melhor e certo para nós dois. Do teu jeito teríamos sido felizes, do teu jeito teríamos nos preenchido de um jeito único. Do teu jeito, nós estaríamos juntos ainda. Mas foi do me jeito, e do meu jeito eu acabei caindo no poço do poço enquanto você conseguiu se salvar, conseguiu voar e aí você pode voltar quando bem entender pra brilhar essa tua luz, e brilha tanto quando você aparece... Vem me salvar desse poço. Eu posso até gostar daqui mas prefiro estar ao teu lado.

i need you so much closer.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Transatlanticism

Eu passei a noite toda esperando algum sinal de ti. Noite retrasada eu não havia esperado e aquilo me deu um susto, não por ter me acordado mas por sei lá, você sabe, depois de tanto tempo, eu já havia me esquecido como era receber um boa noite teu. Na verdade, eu já me esqueci de tanta coisa... Quando a gente fica martirizando tanto uma coisa que acaba esquecendo as coisas boas, sabe? Eu queria relembrar, céus, como eu queria! Mas... Tudo o que eu me lembro foi o quanto o nosso amor se reduziu a isso, a você aí e eu aqui. Uma coisa distante, pequena e sem importância (pelo menos para ti). Você vê? Ele se reduziu a isso, você quis reduzi-lo. Eu tenho me lembrado só destas coisas, sabe? Do quanto você me magoou com tuas palavras, do quanto eu quis te odiar por ter feito isso mas eu não podia lhe culpar porque você tinha direito, eu lhe magoei primeiro e bem, é carma. Eu me lembro vagamente das poucas palavras bonitas que você me disse durante esse período... De que você só via tendo um futuro e você sabe, comigo. De que por mais que isso fosse complicado, eu era a que você queria. Mas não pareceu... Não foi desse jeito. Você decidiu arriscar por algo que podia ser passageiro, mas até agora não foi e eu detesto não ter razão, sabe? Porque às vezes eu paro e penso "droga, eu não tenho razão nem sobre mim mesma!". Eu quis tanto que você mudasse de ideia, que voltasse atrás - apesar desse seu orgulho - e sei lá, me ligasse e falasse "me desculpa, vamos voltar". Mas isso não ia acontecer, isso não vai acontecer. Nós dois erramos. E você sabe muito bem disso. Nós poderíamos recomeçar, do zero, sem nenhum erro, como se nós fossemos dois estranhos outra vez, dois estranhos... Tudo isso podia significar algo, sabe? Eu não vou criar expectativas pois sei que não é o que estou pensando e como eu queria que fosse. Como eu quero.


Eu continuo a sussurrar "I need you so much closer..."

segunda-feira, 18 de julho de 2011

ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ Desculpe.
Assim, desculpe por tudo. Por ter entrado na tua vida e ter feito essa bagunça. (Eu realmente fui capaz de fazer isso? É que sempre achei que nunca teria capacidade disso) Desculpe mesmo. Desde o momento em que eu falei contigo até sei lá, a última vez que nos falamos. Eu fui um erro e continuo sendo na tua vida e a única coisa que você tentou fazer desde o começo foi me consertar e eu não deixei, aí agora você me quer longe. E eu entendo. Eu não sabia que eu era um erro (tão grande) assim e isso me deixa triste porque sozinha não sei me consertar, sozinha não posso pegar a borracha me apagar. Eu me sinto muito culpada e por favor, me deixe sentir desse jeito. É uma forma de auto punição e eu sei, não faz bem mas desde quando eu faço alguma coisa que faz bem? Eu baguncei tua vida e a única coisa que eu quis desde então era só te arrumar, sabe? Eu ía arrumar e pôr tudo no mesmo lugar e aí você poderia também me arrumar. Eu sei que fui uma pessoa complicada e difícil todo o tempo em que estive ao teu lado, eu fui uma pessoa horrível e não lhe dei o que você me dava. Sim, eu sei de todas as coisas. Faço questão de me lembrar pois só assim eu consigo mudar, sabe? E lhe digo, mudar não é fácil.

domingo, 17 de julho de 2011

sábado, 16 de julho de 2011

Portas fechadas, nº 1.

Talvez eu deva ser um pouco mais idiota. Essas idiotas que quando se apaixonam ficam se vangloriando, ficam se expondo tanto que acabam sendo idiotas. Mas são idiotas apaixonadas. Eu já fui uma vez assim, desde então nunca mais, quando percebi o quanto isso era errado (para mim). Quando eu me tornei uma idiota apaixonada, eu abri portas que não deveriam ter sido abertas, sabe? Eu deixei com que entrassem e assim fui atacada. Pegaram meu coração e o destroçaram sem nenhum pudor e saíram ilesos. Demorei 2 anos para me recuperar e fechei mais uma vez a porta. Desde então, prometi a mim mesma que nunca mais seria uma idiota apaixonada. E não fui, até que lhe encontrei. Porém continuei com minha promessa, jamais abrir minha porta, e não abri. Você interpretou a minha porta fechada como se fosse uma indiferença a você, ao que você sentia e muito pior, que eu sentia vergonha de ti. Eu sempre tive esse mania de idealizar o que eu sentia, sabe? Eu idealizei o que eu sentia por você. Para mim, o nosso amor deveria ser protegido, porque desde quando nos conhecemos tive um medo imenso de que ele acabasse. Eu me afastei muitas vezes por ter medo do que iria se tornar, você poderia ter uma cópia da chave da minha porta e isso era tão assustador. Quanto mais tempo se passou o meu amor foi se idealizando e se tornando essa coisa monstruosa que é hoje. Porque você conseguiu a cópia da chave. E entrou, droga, eu me tornei outra vez uma idiota apaixonada e quando eu percebi já era tarde. Creio que você também idealizou muito o nosso amor, e quando você entrou se decepcionou do que viu, percebeu que aqui dentro não há nada e essa super proteção que eu tinha era só fachada. É, eu tenho essa mania de dar vida imaginária ao que é morto. Nesse dois últimos dois meses tenho sido uma idiota e olha o que aconteceu, entraram outra vez aqui e destroçaram meu coração. Eu quebrei minha promessa pra mostrar o que eu sentia, só que você não conseguiu me ver além dessa vez. Não, você não quis me ver. Mas eu não posso te fazer abrir os olhos, não sou eu que tem que fazer isso, e sim você. Eu me levantei, fechei a porta e a tranquei. Dei a chave a um estranho que conheci esse mês. Espero nunca mais voltar aqui.
Talvez a resposta esteja realmente além da porta amarela, porém estou cansada de abrir e fechar portas.

domingo, 3 de julho de 2011

Cara... As coisas não estão certas.
Elas não deveriam estar assim. Não estava nos meus planos tentar te esquecer.

sábado, 2 de julho de 2011

"Deixa que a loucura escorra em tuas veias. E quando te ferirem, deixa que o sangue jorre enlouquecendo também os que te feriram."



Pode deixar.