sábado, 3 de julho de 2010

Paz

Eu tento não parecer ingrata, eu só não entendo ou não consigo ver o que é realmente bom. As atitudes insensatas que ultimamente tenho tomado só são uma das poucas formas de mostrar quão difícil é encontrar a paz na solidão. O silêncio gélido, o tato descansado, a parte emotiva adormecida, a madrugada silenciosa, o dia como purgatório. Tantos momentos ociosos, e eu nunca tenho um bom motivo para dizer não. Andar de metro já não faz tanto sentido se eu não tenho aonde ir e com quem me encontrar, as noites já pertencem a angústia e a solidão. Mas já não importa, do que me adianta ficar esperando algo que eu sequer conheço? Essa tal paz que eu estou tentando encontrar talvez esteja por aí. Mas o cigarro e a bebida são os impostores em que eu mais posso encontrar paz. E eu entendo, sou covarde por não esperar.
Mas paz na solidão não existe.

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